domingo, 25 de janeiro de 2009

Poesia de um enfermo


Esse ardor febril que me aflige
Tornando incerto o ideal que me dirige
Causando dúvidas nesse ser ignorante
Impedindo-me de seguir avante.

E nesse delírio vou ao infinito
Buscar respostas para esse delito
Que causa-me agora sofrimento
E sozinho estou, sem amigos nem alento

Calafrios da morte plena chegam impiedosos
Para levar minh'alma, gentis senhores caridosos
Tirar-me desta terra maldita e ingrata
Povoado pela besta humana, que usurpa e mata

E ao fim de tudo resta-me o nada
O vazio intenso e a moral injustiçada
Pois sei que por mim ninguém sofre
E morro a cada palavra desta estrofe.

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