terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Minha Vida, Itensa morte

Assistindo o surgir dessa aurora sombria
Lembro eu de minhas últimas noites
De terror, desespero e agonia

E como que castigado por açoites
Com golpes rasos em minha alma imaculada
Permuto toda a dor que sinto
Para minha dignidade há muito estilhaçada

E podes acreditar, camarada, pois sabes que não minto
Se retornam esses chacais
Os agrido, golpeio e castigo
Para minha destruição não desejarem jamais.

E então, livre do perigo
Poderei mergulhar nesse infindável torpor
Com minhas garrafas vazias,
Meu cálice, meus tesouros e minha constante dor.

1 Comentários:

Blogger Suellen Rubira disse...

garrafas são sempre um ótimo lugar para se abrigar.

13 de março de 2009 às 13:25  

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