Minha Vida, Itensa morte
Assistindo o surgir dessa aurora sombria
Lembro eu de minhas últimas noites
De terror, desespero e agonia
E como que castigado por açoites
Com golpes rasos em minha alma imaculada
Permuto toda a dor que sinto
Para minha dignidade há muito estilhaçada
E podes acreditar, camarada, pois sabes que não minto
Se retornam esses chacais
Os agrido, golpeio e castigo
Para minha destruição não desejarem jamais.
E então, livre do perigo
Poderei mergulhar nesse infindável torpor
Com minhas garrafas vazias,
Meu cálice, meus tesouros e minha constante dor.
Lembro eu de minhas últimas noites
De terror, desespero e agonia
E como que castigado por açoites
Com golpes rasos em minha alma imaculada
Permuto toda a dor que sinto
Para minha dignidade há muito estilhaçada
E podes acreditar, camarada, pois sabes que não minto
Se retornam esses chacais
Os agrido, golpeio e castigo
Para minha destruição não desejarem jamais.
E então, livre do perigo
Poderei mergulhar nesse infindável torpor
Com minhas garrafas vazias,
Meu cálice, meus tesouros e minha constante dor.

1 Comentários:
garrafas são sempre um ótimo lugar para se abrigar.
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