terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Coisas que escrevo em minhas crises depressivas ou em meus ataques de misantropia.
Lágrimas de sangue
Serão derramadas em meu nome
Pois muitos buscaram minha ruína
E desejaram que eu morresse de fome

Mas reconheci suas fraquezas,
E investi sem piedade
Minha lâmina expôs vísceras
Em nome de minha liberdade.

Agora o que me resta
É esta solidão sem fim
E a absoluta certeza
De que eles nunca chegarão a mim.

Mas por mais gloriosa que seja
Esta vitória reverberante
Minha espada pede mais
Em sua busca por sangue incessante.

E nessa agonia sufocante
Observo o surgir da alvorada,
E por um momento vem a tristeza
De estar longe da minha morada.

2 Comentários:

Blogger Fabiano - Barricada Vermelha disse...

Interessante o jeito que escreves. As vezes me parece Goçalves Dias. Por outro, aqule espítito "pagão" do Augusto dos Anjos. É uma pena que poucas pessoas invistam na maravilhosa união entre poesia,e artes visuias. Forte abraço do colega e amigo Fabiano.

23 de dezembro de 2008 às 10:14  
Blogger Silvana Bronze disse...

Oi moço.
Que poema lindo esse teu!!! Gostei porque acho que já estive na tua pele e te confesso que pensei as mesmíssimas coisas. Me identifiquei mesmo. Parabéns.

25 de dezembro de 2008 às 16:38  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial